segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Desabafo de inconformada!!


bem hoje o dia foi bem grande!!! parece que vivi uma semana, num dia só!
achei que devia partilhar,
pode ser que alguém tenha a solução mágica que me ajude a ser mais conformada!

e, como muita gente costuma lançar aquelas frases e pensamentos bonitos... pode ser que entretanto alguém se lembre de algo.
nem por coincidência, acho que ontem alguém escrevia: "não se podem falar em pessoas boas e pessoas más..."

hoje lembrei-me dessa frase e adaptei-a a um outro pensamento de um profissional meu amigo, por quem tenho uma grande admiração e respeito, de uma antiga casa de trabalho, e escola de vida, em Viseu, que me dizia no nosso ultimo encontro: "não existem bons nem maus profissionais, existem profissionais mais e menos dedicados""

é quase a mesma coisa não é!!!
eu acho que sim e não consigo assumir que isto exista: que se fale de bons e maus ou melhores e piores, mas não me conformo com a falta de dedicação de tantos colegas, tantos profissionais... de tantas pessoas em relação ao ser humano.

Não consigo perceber como é que é possível, alguém ter a felicidade de ser escolhido para ajudar na saúde e felicidade de alguém e não lhe dar a mínima importância.
Não se esforçar, por fazer algo pelo outro... dedicar-se ao outro...

não estou com isto a assumir nenhum pressuposto, nem a ser pretenciosa mas sim a reflectir e partilhar...

e hoje, depois de um dia de trabalho onde tudo aconteceu, desde o acompanhar na luta pela vida de "uma coisinha linda de 600gr" até outras lutas e labutas de gente bem mais crescida e vivida, eis que, achando que ia trabalhar com um grupo de elite, onde os níveis de saúde são elevadíssimos, os padrões de qualidade exigentes, deparo-me a fazer uma questão banal, perfeitamente lógica que dizia: "quantas vezes fazes isto por semana?" e a resposta foi "nunca"..."excepto uma vez num estágio num pais estrangeiro.."

gelei...

como nunca?!!... não é possível... como é que pode ser!! uma coisa que a mim e a um outro colega, de outro país, parece tão lógico e banal de ser feito, no sentido de contribuir e proteger a saúde de um ser humano... não fazer sentido a outras pessoas... não interessar a outras pessoas ter uma atitude diferente e apostar nisso.

e pior, ter de ouvir, "pois, nós bem tentamos, mas não nos enviam, e eles mandam."

não tenho palavras.
ja me devia ter conformado com estas coisas, mas, ao fim de 32 anos de vida e 12 de profissão, não consigo. Quando é que afinal a selecção natural continua a acontecer? ou então, quando é que,

as pessoas ganham princípios e valores que os lembrem que temos uma missão de ajudar, ou pelo menos, de não fazer mal.

mas eu é que estou errada
é a conclusão a que chego e por isso é que digo:
"que mau feitio, nunca mais aprendes!"

que dia espectacular :)
ate parece impossível uma pessoa só ter vivido tantas coisas no mesmo dia!!
ter tido a oportunidade de reflectir sobre tanta coisa boa!!!

pode ser que eu tenha um dia encontre a luz que me ilumine na magia de aprender a ser um pouco mais conformada, ou pelo menos de me convencer que não posso mudar o mundo e que, pelo menos aquilo que se faz de bom "numa determinada quinta" já é muito bom e ja é o nosso contributo para pelo menos mudar um pouco do que está à nossa votla.

e isto, leva-me para uma frase gira que li no outro dia e que me parece perfeita também , não só para mim mas para todos aqueles que acreditam que tudo pode ser melhor e que um dia o mundo vai ser melhor, mais justo e equitativo para todos, e que diz qualquer coisa como:
"antes de queres mudar o mundo, arruma primeiro a tua casa"

pois é mais vale eu me conformar que pelo menos eu sou uma privilegiada e me posso dar ao luxo de apostar no que acredito e dar o meu melhor em todas as horas do dia.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

historia para reflectir


"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metro de Nova York, vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.
A experiência no metro, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemovel no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão é de que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto. Bell, no metro, era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de marca." Willian Hazlitt

as palavras













As palavras têm Poder. As palavras que pensamos e proferimos não só descrevem o nosso mundo como na verdade, o criam, possuindo um profundo impacto nas nossas vidas (Yvonne Oswald - O Poder das palavras)


Para se tornar mais profundo abandone o egoismo. Liberte-se do esforço para ser perfeito, rico, confiante ou admirado. Tais esforços apenas servem para o limitar. Eles bloqueiam-lhe a universalidade.

Esqueça as técnicas inteligente e os programas de auto-aperfeiçoamento e todos vão sair a ganhar.

Quando me liberto do que sou, torno-me o que poderia ser. Quando de liberto do que tenho recebo aquilo de que preciso.

Demasiado esforço a tentar fazer alguma coisa produz resultados inesperado:
- ao lider vistoso falta estabilidade
- tentar apressar as coisas nao leva a lado nenhum
- tentar parecer brilhante não é uma atitude iluminada
- os lideres inseguros tentam promover-se a si próprios
- os lideres impotentes capitalizam a sua posição
- não é muito digno frisar como se é digno.
Todos estes comportamentos têm origem na insegurança. Alimentam a insegurança.
(john heider - o tao dos lideres)