incompetências pessoais!!!!
bem, esta tenho de partilhar!!
nada como assumir as nossas incompetências...
pode ser que alguém tenha sugestões...
apesar de viver há mais de 12 anos naquelas casas, grandes... onde se diz que se fazem milagres... e que se diz existirem para os outros... continuo com bastantes dificuldades, senão incapacidade para gerir determinadas funções e tarefas... e de vez em quando sou assaltada por muitas dúvidas:
porquê que as pessoas não escolhem as profissões em função dos suas aptidões e gostos?
porquê que é tão fácil esquecer que cuidar de um SER é uma atitude nobre?
como é que é tão fácil esquecer de coisas tão importantes como o respeito pela dignidade e integridade moral do outro?!!!
e por ai...
a minha única resposta é que, nada é por acaso mas há pessoas que, quando passam a depender da "hospitalidade" dos outros, quando precisam e recorrem a pedir ajuda... independentemente do que as move, é preciso ter sorte...
então não é que há pessoas que continuam a:
- tratar o outro como se fosse um objecto? de onde basta tirar o "pó" e encostar bem encostadinho e está tudo feito?!!!
- ver um outro SER como se fosse apenas um bibelô, uma peça de enfeitar... ou melhor de atrapalhar...
e eu, continuo a não conseguir e a não ter competências para assistir a estes momentos tristes de desrespeito... incompetência minha claro!!
mais uma das minhas dificuldades...
Mas, ainda me consigo revoltar com as cenas tristes a que assisto!!!
as pessoas não podem ser tratadas como se fossem um objecto velho, despresivel, daqueles que se tem algures numa arrecadação, escondido e desprezado, ou entao numa prateleira escondida, onde eventualmente de vez em quando tem de se tirar o pó
as pessoas não podem ser tratadas como se nao tivessem sentimentos, dignidades... um nome... como se não fossem nada...
continuam a dizer-me que com o tempo nos adaptamos a estas situações e deixamos de nos martirizar... de nos envolver com o que, quem é tratado como objecto pronto para ser deitado ao lixo, poderá sentir!!!
claro que quem está mal sou eu...
eu é que não consigo assistir a estas coisas indiferente!!
e também ainda não consigo desligar o botão das emoções assim... num ápice!!!
mas um dias destes alguém me vai dar a formula mágica...
quarta-feira, 10 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
a IRA
hoje, na aula de TAI-CHI, coube-me a mim ler o "nosso conto", daquele livro mágico que nos acompanha!!
e, porque nada é por acaso, e porque o conto do dia, depende de uma escolha aleatória, de entre todos - a página em que o livro se abre - hoje o conto chamou-se "A IRA":
retrata a historia de um homem que vivia numa aldeia e, porque costumava ter ataques de ira, um dia decidiu procurar o sábio que vivia no cimo da montanha, para o ajudar a solucionar o problema.
A primeira coisa que o sábio lhe explicou foi: "para que eu te ajude a resolver esse problema de ira tu tens de querer resolvê-lo"
de seguida, explicou-lhe que o segundo passo para o conseguir ajudar era presenciar esses momentos de ira. Sugeriu-lhe que na próxima vez que tivesse um desses ataques de ira, para ir imediatamente ter com ele à montanha para ele conhecer essa ira.
da próxima vez que o homem foi atacado pela ira, começou foi ate ao cimo da montanha para mostrar a ira ao sábio.
quando chegou la acima a ira já tinha passado. e o sábio explicou-lhe que para a proxima ele teria de ir mais depressa.
no próximo ataque de ira o homem voltou a ir para o cimo da montanha, mas quando la chegou, a ira já tinha passado e o sábio disse que ele tinha de ser mais rápido da próxima vez! e assim foi, da próxima vez que teve um ataque de furia correu rapidamente.
Houve mais umas vezes em que isso aconteceu, mas sempre que chegava ao cimo da montanha, o ataque de ira já lhe tinha passado.
Então, o sábio explicou-lhe que, se a ira surgiu e desaparecia assim, era porque não fazia parte dele e por isso, bastava que, da próxima vez que ele sentisse que ia ter um ataque de fúria, para não a agarrar, não a deixar entrar e não assumir isso como um estado...
*achei que seria interessante partilhar convosco este momento de reflexão...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
uma possivel apresentação...
De acordo com 0horário de nascimento - signo ascendente é Aquário, que se combina ao Sol em Sagitário, traduzindo-se numa personalidade extremamente humanitária, que tem grande fé no lado bom das pessoas e se conecta à busca de um sentido para a vida. Ainda que eventualmente peque por ingenuidade e por uma crença exagerada em coisas fantasiosas, é justamente esta a fé em coisas que os outros acham "absurdas" o que a torna uma pessoa exótica e fascinante. não vende os seus sonhos e ideais por nada, e os outros admiram esta certeza absoluta que move o seu espírito.
Aquário no ascendente dá uma qualidade amigável, que respeita a individualidade alheia, mas plenamente consciente da própria individualidade. Sagitário ascendente tem muita fé em si mesmo ou numa força maior. Esta combinação traduz-se num notável poder de comunicação, que usa conscientemente para transmitir uma mensagem. Há algo de "missionário" na combinação de Aquário com Sagitário. É muito provável que venha a escrever muito, ou palestrar. O gosto por literatura é notável também. Muitas viagens (físicas e mentais) são outra marca registrada.
A dura realidade da vida choca-a. Precisa aprender a lidar melhor com ela, a compreender que existe sombra onde existe luz. Não adianta dar as costas ao lado mais "escuro" da vida. É possível que a vida lhe apresente muita gente sofredora, a fim de lhes transmitir um pouco de luz, e aprenda a perceber que a vida não é só festa.
Você tem um lado altamente filosófico, quase religioso, que pode e deve cultivar. O desafio aqui é aprender a aplica-lo na realidade prática, que você acha cansativa e grosseira. Por você, a vida seria vivida com o máximo de relaxamento, e não deixa de ser interessante perceber o quanto você tem um lado "sortudo" - que chega a irritar gente que acredita que você não sofre, o que não é verdade. Você sofre, mas tem uma fé tão grande que tudo faz sentido, que consegue extrair a lição do sofrimento, enquanto os outros ficam simplesmente a queixar-se. Você não tem mais "sorte" do que os outros: você cria um campo de oportunidades com seu próprio pensamento - e é isso que sua alma veio ensinar os outros a fazer!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
health determinants - solid facts

Em 2003, a WHO-Europe lançou um documento que, parece-me ser excelente - muito instrutivo, claro, objectivo, clarificador e um alerta para todos nós, da existência de alguns factores determinantes para a nossa saúde!!
só tenho uma dúvida. GRANDE DUVIDA! claro! ou não fosse eu quem sou!!! eterna obstinada em querer uma explicação para tudo!!
porquê que quase ninguém conhece este documento?
porquê que, pelo menos as entidades competentes, decisores e administradores... da vida de cada um de nós, não vêem este tipo de documentos com os olhos abertos e não percebem que há aqui informação importante;
...que, se alguém escreveu algo assim, que por acaso é so a entidade com mais influência ao nivel da saúde, é porque, se calhar começa a estar na altura de acreditarmos que ha algum fundo de verdade em tudo o que se diz!
ora bem, deixemo-nos de pragmatismo!!
definitivamente é muito mais facil fazer de conta que nao se sabe ou que não sabiamos e que, por isso ninguém tem responsabilidade sobre nada do que acontece com a nossa saúde.
Pois bem...! este documento identifica como determinantes para a saúde:
The social gradient
Stress
Early life
Social exclusion
Work
Unemployment
Social support
Addiction
Food
será assim tão difícil acreditar que estes aspectos determinam a nossa saúde?
assumir esta realidade?
claro que se cada um de nós fizer a sua parte, não so em relação a si proprio como ajudando o vizinho a fazer a sua, acredito, tudo será muito mais fácil e melhor! e entao se todos colaborarmos para o mesmo objectivo!!!
"Our goal is to promote awareness, informed debate and, above all, action!!"
este é o objectivo da organização, ao criar o documento!!
o meu, ao referi-lo é, talvez quem sabem, fazer uma pequena parte da promoção do despertar, informar e agir!!
*se alguém quiser conhecer melhor o documento: http://www.euro.who.int/InformationSources/Publications/Catalogue/20020808_2
enjoy yourself
10. Transport
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Como profissional na área da saúde, diariamente envolvida no processo saúde/doença das pessoas, e dessa relação com todo o seu contexto familitar, social, emocional, psicológico, espiritual, biológico e físico parece-me de todo pertinente, reflectir acerca do que envolve o conceito de saúde/doença e de como nós profissionais de saúde podemos olhar de modo diferente para essas questões.
na verdade, e pensando na perspectiva sociológica que envolve a definição do conceito de saúde para cada ser humano, existe uma teoria - do Conflito (Herslich, 1975) que me parece deveras interessante e que vai muito de encontro a um outro conceito que há uns anos descobri e comecei a explorar, o da Doença como Caminho.
Nesta perspectiva, saúde e doença são definidas como resultado do conflito entre o indivíduo e a sociedade, sendo que, a saúde corresponde ao estado natural do indivíduo e a doença às consequências da vida em sociedade. Relativamente à doença, construída socialmente, é específica de cada sociedade num dado momento e permite determinar os elementos de estruturação da identidade social, a sua relação com a doença e os níveis de descoincidência entre a illness e a disease (Carapinheiro, 1986).
Por outro lado, a doença pode ser perspectivada de diferentes formas:
- disease (traduz as doenças de natureza física, biológica e fisiológic);
- illness (percepção que o indivíduo tem do seu mal-estar, fruto de uma construção cultural)
- sickness (depende da maneira como o indivíduo se sentiu e sente no seio da sociedade) (Silva, 2004).
Como o processo de categorização da doença é sócio-cultural nem sempre disease e illness coincidem e pode existir doença patológica (disease) sem que o indivíduo assuma o papel de doente, ou situações em que a pessoa sente mal-estar (illness) e não há doença biológica/patológica associada (ex. doenças somáticas).
Neste sentido, e considerando as diferentes representações sociais possíveis na conceptualização de doença, pode considerar-se diferentes tipo de doença, cada uma com o seu significado especifico, que vos desafio a explorar:destrutiva, libertadora e doença-profissão.
E, porque tudo isto me faz muito sentido e porque não consigo pensar que se pode conviver com pessoas e trabalhar nos seus limiares de conforto/desconforto, vida/morte, felicidade/infelicidade, desespero/tranquilidade, saúde/doença... sem ponderar acerca de todos os seus possíveis significados, sou inexoravelmente transportada para a minha visão de profissional de saúde, para as minha concepções, visão, valores, crenças e princípios que, nesta reflexão e partilha me reportam obrigatoriamente, para os conceitos tão actuais, controversos e, para muitos subjectivos, de bem estar; ou melhor, well-being, wellness, well-feeling, well living well-having...
onde, bem estar se refere aos sentimentos do corpo e mente de uma pessoa ou, por outras palavras, o well feeling que se refere ao termo comum qualidade de vida, para se referir às varias disponibilidades de sentimentos, ou seja outros aspectos de wel living ou well-having.
Parece-me que, na verdade todos estes conceitos merecem da nossa parte, seres humanos, alguma reflexão, por pequena que seja.
domingo, 3 de janeiro de 2010
AS cinco cores cegam a vista do homem.
Os cinco sons ensurdecem o ouvido do homem,
Os cinco sabores prejudicam o palato do homem.
Perseguir e caçar tornam o homem selvagem.
As coisas difíceis de obter prejudicam a conduta do homem (Lao Tzu)
Não poderá ser descoberto nenhum facto verdadeiro ou existente... sem se conhecer a razão suficiente para ele ser como é e não ser diferente... (Gottfried leibniz
Mas, se todos os desejos fossem prontamente satisfeitos, como é que os homens ocupariam as suas vidas, como é que passariam o tempo? Imagino esta raça transportada para uma Utopia, onde tudo cresce à vontade e onde os perus voam em bandos, ja assados e prontos a comer, em que os amantes se encontram sem atrasos e se mantêm, sem qualquer dificuldade, fiéis um ao outro: num lugar desses alguns homens morriam de tédio ou enforcavam-se, ou envolviam-se em lutas e matavam-se uns aos outros e, portanto, acabariam por criar mais sofrimentos por si mesmos do que aqueles que a própria natureza lhes inflige (Arthur Schopenhaurs)
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